ACT · DueloACT · LutoEnero 2026Janeiro 2026

Abordaje contextual del duelo: más allá del dolor como problemaAbordagem contextual do luto: além da dor como problema

El duelo no es una enfermedad que haya que curar. Desde la Terapia de Aceptación y Compromiso (ACT) lo entendemos como la huella de un vínculo que importa, y el trabajo clínico consiste en ayudar a la persona a llevar ese dolor mientras vuelve a moverse hacia lo que valora.O luto não é uma doença que precise ser curada. Na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), nós o entendemos como a marca de um vínculo que importa, e o trabalho clínico consiste em ajudar a pessoa a carregar essa dor enquanto volta a se mover em direção ao que valoriza.

Dr. José Ignacio Cruz GaitánPsicólogo clínico · Terapias contextualesPsicólogo clínico · Terapias contextuais
ACT y duelo

El dolor no es el problemaA dor não é o problema

Cuando alguien pierde a una persona significativa, el dolor es proporcional a lo que esa persona representaba. Tratarlo como un síntoma que debe desaparecer suele empujar a la persona hacia dos trampas frecuentes: intentar no sentir (evitación experiencial) o quedar atrapada en pensamientos como «no debería sentirme así» o «nunca voy a superarlo».

Desde una mirada contextual, el sufrimiento clínicamente relevante aparece cuando la vida se va encogiendo alrededor del intento de no sentir: se dejan de visitar lugares, de hablar del tema, de hacer cosas que importaban.

Quando alguém perde uma pessoa significativa, a dor é proporcional ao que essa pessoa representava. Tratá-la como um sintoma que deve desaparecer costuma empurrar a pessoa para duas armadilhas frequentes: tentar não sentir (esquiva experiencial) ou ficar presa a pensamentos como «eu não deveria me sentir assim» ou «nunca vou superar isso».

Numa perspectiva contextual, o sofrimento clinicamente relevante aparece quando a vida vai encolhendo em torno da tentativa de não sentir: deixa-se de visitar lugares, de falar sobre o assunto, de fazer o que importava.

Los seis procesos de la flexibilidad psicológica, aplicados al dueloOs seis processos da flexibilidade psicológica, aplicados ao luto

  • Aceptación: hacer espacio a la tristeza, la rabia o la culpa sin pelear con ellas.
  • Defusión: notar pensamientos como «pude haberlo evitado» como eventos mentales, no como sentencias.
  • Contacto con el presente: estar en lo que ocurre ahora, también cuando aparecen los recuerdos.
  • Yo como contexto: reconocer la perspectiva desde la cual se observa el dolor, la del que ama y sigue amando.
  • Valores: identificar cómo quiere la persona seguir vinculada a quien perdió y a su propia vida.
  • Acción comprometida: dar pasos concretos, aun pequeños, en esa dirección.
  • Aceitação: abrir espaço para a tristeza, a raiva ou a culpa sem brigar com elas.
  • Desfusão: notar pensamentos como «eu poderia ter evitado» como eventos mentais, não como sentenças.
  • Contato com o presente: estar no que acontece agora, também quando surgem as lembranças.
  • Eu como contexto: reconhecer a perspectiva a partir da qual se observa a dor, a de quem ama e continua amando.
  • Valores: identificar como a pessoa quer seguir vinculada a quem perdeu e à sua própria vida.
  • Ação comprometida: dar passos concretos, ainda que pequenos, nessa direção.

Oscilar es normal: el Modelo de Procesamiento DualOscilar é normal: o Modelo do Processo Dual

Stroebe y Schut describieron el duelo como un movimiento de vaivén entre la orientación a la pérdida (llorar, recordar, extrañar) y la orientación a la restauración (reorganizar la vida, asumir nuevos roles, descansar del dolor). Ambos movimientos son saludables, y la flexibilidad para transitar entre ellos importa más que «procesar» sin pausa.

Esto tiene una consecuencia clínica útil: no todas las sesiones deben ir hacia el dolor. A veces lo terapéutico es ayudar a la persona a tomarse un descanso legítimo, y otras acompañarla a acercarse a lo que ha estado evitando.

Stroebe e Schut descreveram o luto como um movimento de vaivém entre a orientação para a perda (chorar, lembrar, sentir falta) e a orientação para a restauração (reorganizar a vida, assumir novos papéis, descansar da dor). Ambos os movimentos são saudáveis, e a flexibilidade para transitar entre eles importa mais do que «processar» sem pausa.

Isso tem uma consequência clínica útil: nem todas as sessões devem ir em direção à dor. Às vezes o terapêutico é ajudar a pessoa a tirar um descanso legítimo, e outras vezes acompanhá-la a se aproximar do que vem evitando.

Qué evitar y qué ofrecer en sesiónO que evitar e o que oferecer em sessão

Conviene evitar las etapas lineales, los plazos («ya deberías estar mejor») y la idea de «cerrar» el duelo. En su lugar, la validación, la curiosidad y ejercicios sencillos, como escribir una carta al ser querido o identificar qué valores siguen vivos en la relación, abren espacio para que el vínculo continúe de una forma nueva.

Este enfoque no reemplaza la evaluación cuidadosa: si el sufrimiento es intenso y persistente, o aparece ideación suicida, se requiere una valoración específica (ver nuestro artículo sobre duelo prolongado).

Convém evitar as etapas lineares, os prazos («você já deveria estar melhor») e a ideia de «encerrar» o luto. Em vez disso, a validação, a curiosidade e exercícios simples, como escrever uma carta à pessoa querida ou identificar quais valores continuam vivos na relação, abrem espaço para que o vínculo continue de uma forma nova.

Essa abordagem não substitui a avaliação cuidadosa: se o sofrimento é intenso e persistente, ou surge ideação suicida, é necessária uma avaliação específica (veja nosso artigo sobre luto prolongado).

Para profundizarPara se aprofundar

  • Hayes, S. C., Strosahl, K. D., & Wilson, K. G. (2012). Acceptance and Commitment Therapy: The Process and Practice of Mindful Change (2.ª ed.). Guilford Press.
  • Stroebe, M., & Schut, H. (1999). The dual process model of coping with bereavement: Rationale and description. Death Studies, 23(3), 197–224.

Este artículo tiene fines informativos y formativos; no sustituye la evaluación ni el tratamiento individualizado por un profesional de la salud mental.Este artigo tem fins informativos e formativos; não substitui a avaliação nem o tratamento individualizado por um profissional de saúde mental.